Após pressão, Adidas cancela venda de camisas com conotação machista

 

Reprodução

Material seria usado na Copa e foi retirado do ar após pressão nas redes sociais por parte de organizações feministas e repúdio do governo brasileiro

26/02/2014

Da Redação

A empresa de material esportivo Adidas teve que se retratar com o publico brasileiro, nesta terça-feira (25), após lançar duas camisetas comemorativas da Copa do Mundo no Brasil. O material foi acusado de ser machista e de incentivar o turismo sexual no país.

Dezenas de organizações feministas se mobilizaram e criticaram o material nas redes sociais durante todo o dia. O governo brasileiro também se posicionou contra a multinacional alemã.

 
Imagem do Ministério do Esporte. Foto: Facebook  

O Ministério do Esporte usou sua página no facebook para responder a campanha da empresa e publicou adaptações nas imagens em que a bunda feminina é substituída por um rosto sorridente e a da garota de biquíni por uma baiana.

Além do Ministério, a Empresa Brasileira de Turismo (Embratur) lançou nota em que repudiou “veementemente” o tom das camisetas. O presidente da empresa, Flavio Dino, declarou que a campanha “vai no sentido contrário do que o Brasil defende”.

Em seu twitter oficial, a presidenta Dilma Rousseff declarou que o “Brasil está feliz em receber os turistas que chegarão para a Copa, mas também está pronto para combater o turismo sexual”.

A Adidas, que é patrocinadora oficial da Copa, declarou que retirou os produtos das prateleiras e que as camisetas eram uma edição limitada para o público estadunidense.

Fonte: Brasil de Fato

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