Conheça as ações desenvolvidas pelas Mulheres Negras da Amazônia Brasileira na campanha "Jornadas contra a violência", realizada entre 2019/2020

I ENCONTRO INTERMUNICIPAL DE MULHERES NEGRAS DO TOCANTINS NO COMBATE A VIOLÊNCIA

                                                                                            Arraias (Tocantins), 14 de Setembro de 2019

Realização: Articulação de Mulheres Negras e Quilombolas do Tocantins – Alagbara

Objetivo: discutir, identificar e propor ações que visem sanar os diferentes tipos de violência ocorridas com as mulheres negras no estado do Tocantins, além de fazer uma análise sobre os avanços e o desafios na atual conjuntura do Estado no que diz respeito às políticas de combate ao racismo nas suas diversas formas e outras ações.

AUDIÊNCIAS E REUNIÕES PÚBLICAS

                                                                                                           Manaus\AM 22 de Outubro de 2019

Realização: Coletivo Banzeiro Feminista

Objetivo: Articulação com as pastas LGBT, igualdade racial e de políticas para mulheres da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania – SEJUSC, audiência pública que foi realizada no dia 22 de outubro de 2019 e os encaminhamentos da mesma se pautaram na dificuldade de mapear as mulheres negras e LBTS em situação de violência, primeiramente pela limitação do se reconhecer como mulher negra como também pela ausência do Estado na ineficiência de ferramentas para promoção dessa identidade negra afro amazônica. Dessa maneira, incidimos na necessidade de realizar essa mobilização como também de nos incluir nas construções e elaborações das futuras atividades dessas secretárias. Também realizamos diálogo com a Promotora Bruna Menezes no mesmo dia, 22/10/2019, pela manhã, na reunião estavam presentes coletivos, associações, representantes da sociedade civil voltados para questões dos direitos humanos. Após a explanação, a promotora concordou com a necessidade de ampliar o debate sobre a interseccionalidade da violência contra a mulher negra no Estado do Amazonas, dessa maneira, incluindo na agenda 2020 ações voltadas para essa população.

Foram realizadas mobilizações e fechado acordo de incidência nas construções das atividades dos mesmos para o ano de 2020 na Sejusc, no 1° Juizado de Combate a violência contra a mulher do Tribunal de Justiça, com o Coletivo Difusão e com Projeto MPF em movimento.

II ENCONTRO DA JORNADA ESTADUAL DE COMBATE A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NEGRA DO TOCANTINS

                                                                                              Palmas (Tocantins), 19 de novembro de 2019

Realização: Articulação de Mulheres Negras e Quilombolas do Tocantins – Alagbara

Objetivo: Apresentar as organizações refletindo sobre o perfil de público, pautas e funções neste movimento misto de mulheres e quilombolas do Tocantins, além de identificar o lugar de fala, a interseccionalidade das violências mais recorrentes e sua relação com o racismo estabelecido contra cada grupo de mulheres, com o intuito de mobilizar e articular os coletivos e/ou pessoas para a construção das Audiências Públicas e do Fórum Estadual, que buscará estratégias de enfrentamento das violências e o feminicídio, a partir das organizações públicas, privadas e civis. 

OCUPAÇÃO DO EVENTO AMAZÔNIA CENTRO DO MUNDO

UFPA – Campus de Altamira (Campus 1), Altamira (PA), 17 a 19 de novembro 2019

Realização: COMUNEMA

Objetivo: Entre os dias 17 e 19 de novembro, o evento “Amazônia centro do mundo”  promoveu debates, ações culturais e rodas de conversa sobre a crise climática, grandes obras de infraestrutura, queimadas ilegais e avanço desmatamento. indígenas, ribeirinhos, movimentos sociais, jovens ativistas pelo clima e cientistas se reuniram na cidade de Altamira (PA) para firmar seu compromisso em defesa da Amazônia e do planeta o grupo COMUNEMA decidiu ocupar o espaço destinado as mulheres do Xingu pautando as questões raciais que circundam essas mulheres promovendo três dias de atividades que viabilizavam a escuta ativa das mulheres negras impactadas em seus territórios urbanos (bairros) e campo (zona rural) por Projetos – Extração de madeiras(vitimas do latifúndio) e por Belo Monte e que vitimou principalmente a vida das Mulheres Negras que sofreram e sofrem por violações de Direitos Humanos e Cultural além de serem atingidas pelo patriarcado, sexismo e Capital Nacional/Internacional saqueadores da riqueza territorial do nosso ecofeminismo, Xingu-Amazônia;

Impulsionando o dialogo das mulheres para fomentar uma pauta reivindicativa para os RUCs(Reassentamentos Urbanos e Coletivos) visando o compromisso do Poder Público quanto aos Direitos dessas populações já que entre as atividades teve uma oficina sobre ações, petições e como fazer alguns documentos básicos de defesa humana;

Fortalecendo o enfrentamento e combate a violência contra as Mulheres Negras no município de Altamira Xingu-PA/Amazônia através da sistematização e aprovação de uma Carta Manifesto de diálogos/encaminhamentos.

AUDIÊNCIA PÚBLICA NA PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA MULHER COM A PROMOTORA DE DEFESA DA MULHER DRª ALESSANDRA MORO

                                                                                                                  Macapá,  22 de novembro de 2019.

Realização: IMENA

Demandas firmadas: 

  • A promotora se propôs a pensar uma alternativa para inclusão do quesito cor/raça nos cadastros da promotoria. Disse ter sentido despertar e se coloca à disposição. Pede para fazer a Solicitação formal que seja incluído no cadastro de 2020 o quesito raça/cor.

OFICINAS DO PROJETO NEGRAS DA AMAZÔNIA BRASILEIRA: JORNADAS CONTRA A VIOLÊNCIA

                            Barcarena e Abaetetuba (Pará), 28 e 29 de Novembro e 11 e 12 de Dezembro/2020

Realização: Centro de estudos e defesa do negro no Pará CEDENPA

Local: Coordenadoria municipal de políticas para Mulheres (Barcarena -Pa) e CRAS ribeirinho-quilombola (Abaetetuba -Pa)

Objetivo: Buscou-se uma conexão com a realidade Amazônica pelo Bem Viver, voltado para as Mulheres Negras, utilizando como procedimento metodológico os rios e suas diversas fases, pois assim como o rio cada mulher Amazônica  tem suas especificidades, subjetividades e passam pelo processo normal da vida que se dá a partir da infância até a velhice.

ENCONTRO DE CONSTRUÇÃO E FORMAÇÃO DO PROJETO NEGRAS DA AMAZÔNIA BRASILEIRA: JORNADA CONTRA A VIOLÊNCIA EM TERRITÓRIO QUILOMBOLA

                                                                           Quilombo do Curiaú (Macapá), 07 de dezembro de 2019

Realização: Associação de mulheres Mãe Venina

Objetivo: Discutir junto às mulheres negras moradoras destas comunidades, soluções  para os constantes conflitos territoriais, assim desconstruindo resquícios do pensamento colonial existentes dentro dessas áreas, abrindo nova visão para o desenvolvimento educacional, econômico e cultural, dando-lhes  possibilidades de sobrevivência na área social.

ENCONTRO LOCAL COM ORGANIZAÇÕES GOVERNAMENTAIS E NÃO GOVERNAMENTAIS QUE COMPÕEM A REDE DE ATENDIMENTO À MULHER VÍTIMA DE VIOLÊNCIA NO ESTADO DO AMAPÁ.

                                                                                                                  Macapá, 20 de dezembro de 2019.

Realização: IMENA

Objetivo: Estimular o fortalecimento dos grupos de mulheres negras da Amazônia brasileira visando o aumento da visibilidade e protagonismo mais qualificado nos processos e espaços de decisão política, econômicas, sociais, culturais, ambientais e religiosas, não somente na região, mas também no Brasil e no Pan Amazônia.

OFICINA COM JOVENS NEGRAS

                                               Biblioteca pública Elcy Lacerda (Macapá), 27 e 28 de Dezembro de 2019.

Realização: IMENA

Objetivo: Estimular jovens negras a refletirem coletivamente sobre suas identidades, origens, realidades e sonhos. 

OFICINA “A VIOLÊNCIA DA IMAGEM, PADRÕES ESTÉTICOS IMPOSTOS SOBRE A AUTO ACEITAÇÃO DA MULHER NEGRA”

                                                                                     Quilombo do Curiaú, Macapá, 11 de janeiro de 2020

Realização: Associação de mulheres Mãe Venina

Objetivo: Apresentar  os  pensamentos e práticas que persistem em inferiorizar e subjugar as mulheres negras por seu fenótipo, compreendendo como a estética negra nos dias atuais tornou-se empoderamento e resistência.

AUDIENCIA DA ASSOCIAÇÃO DE MULHERES MÃE VENINA DO QUILOMBO DO CURIAÚ COM A COORDENAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA AS MULHERES/SECRETARIA MUNICIPAL DE DIREITOS HUMANOS

                                                                                   Quilombo do Curiaú (Macapá), 16 de janeiro de 2020.

Realização: Associação de mulheres Mãe Venina

Demandas firmadas:

  • Diante de tudo que foi exposto pela associação a Coordenação municipal se colocou à disposição no combate à violência contra a mulher negra quilombola, onde as mesma podem procurar o (CRAM) Centro de Referência e Atendimento á Mulher, (CAMUF) Centro de  Referência Atendimento a Família, e o (CRAS) Centro de Assistência Social  da zona norte para o atendimento das mulheres do quilombo do Curiaú de acordo com agendamento prévio.

ENCONTRO DE MULHERES QUILOMBOLAS

                                                                                                         Santarém, Pará. 25 e 26 de janeiro/2020

Realização: Grupo de Mulheres Quilombolas na Raça e na Cor

Objetivo: Possibilitar o diálogo entre mulheres quilombolas de diferentes comunidades com o propósito de fortalecer a atuação feminina na luta pela terra e por direitos.

https://terradedireitos.org.br/noticias/noticias/estamos-no-tempo-de-plantar-quilombolas-de-santarem-pa-rearticulam-grupo-de-mulheres/23237

AUDIÊNCIA PÚBLICA NA DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO AMAPÁ – COM DEFENSORA PÚBLICA GIOVANNA BURGOS RIBEIRO DA PENHA DE OLIVEIRA

                                                                                                               Macapá, 31 de janeiro de 2020.

Demandas firmadas:

  • A defensoria se propõe a monitorar a aplicabilidade dos recursos da Política de Saúde da População negra e aplicabilidade da Lei 10.639/03;
  • Oficina de empoderamento negro do judiciário;  
  • Acompanhar as oficinas do projeto COB, da jornada da violência, participando com atividades;
  • Monitoramento da saúde mental das mulheres negras em situação de rua, com oficinas específicas, mutirão em locais de ruas, oficiar junto a Secretária de Promoção e Mobilização Social, a solicitação de dados.