FULANAS é uma Rede de Mulheres Negras da Amazônia pensada para diminuir a distância geográfica, dar voz as mulheres do norte do Brasil a partir de onde estão. Em sua Cabaça cabe assuntos que afetam as mulheres negras no seu cotidiano, como, por exemplo, as formas de racismo, situação de pobreza, a violência; impactos ambientais: os assuntos da ordem do dia, como: os direitos humanos; a economia, o trabalho doméstico, o acesso ao poder; os afetos como a solidariedade racial, o cuidado, a autoestima e cumplicidade das mulheres negras. Nossas ações são voltadas por uma Amazônia sustentável e democrática, pela ampliação e concretização dos direitos humanos, econômicos, sociais, culturais e ambientais (DHESCAS) sobre tudo para a mulher negra que nela Habita.

A rede Fulanas teve seu ponto de partida no dia 28.03.08, durante uma conversa entre representante do Cedenpa,  Nilma Bentes e da representante do IMENA, Maria das Dores-Durica, em um dos intervalos da reunião da Regional-Amazônia, da ABONG, que ocorreu no auditório da CNBB,  Trav. Barão do Triunfo, 3151.Marco – CEP 6693-050 – Caixa Postal 1359 – CEP 66017-970 – Belém.

Naquele momento, ficou mais ou menos acertado de que o nome da rede seria “ Articulação das Mulheres Negras da Amazônia Brasileira – AMUNAB-Fulanas ou Fulanas – AMUNAB. Porém, após várias trocas de emails e contatos diretos, combinou-se que passaria a ser FULANAS-Negras da Amazônia Brasileira , para o nome ficar mais curto; poderá vir ser conhecida , talvez, como FULANAS-NAB ; FUNAB, Bem, vamos ver. Registra-se que no dia 23 de novembro de 2008 a ´Fulanas´ foi lançada durante o V Encontro de Mulheres Quilombolas, na sede do município de Inhangapi-PA e, em 11 de dezembro de 2008, foi oficializada a Regional Amapá da Rede Fulanas,

O nome FULANAS foi escolhido não só por seu significado trivial-senso comum (gênero feminino, indefinido, plural ; sem identificação fechada, portanto), mas também por sinalizar para a etnia FULA, um dos povos africanos escravizados e traficados para o Brasil – Amazônia e, ainda, cujo significado pode apontar, também, para uma certa indignação , que devemos cultivar até que conquistemos a equidade em todos os aspectos que envolvem uma sociedade.

Mesmo sendo mais uma rede de mulheres negras uma das idéias básicas é estimular uma via relacional , para dentro e para fora, tratando de temas que possam contribuir na conquista da equidade racial e de gênero. Para isso, não devemos ficar ´emparedadas´ ou como cachorro que tenta morder o próprio rabo. Assim, a partir de onde estamos/falamos, tratar de assuntos, como, por exemplo, negras : e o racismo institucional; o emprego doméstico ; nos meios de comunicação; nas artes; e o racismo ambiental; nas universidades; nas bolsas de valores/mercado de capitais; e os modelos de desenvolvimento; e o esporte/lazer; a maternidade; e a sexualidade; o empreendedorismo; no papel de chefe de família; o alcoolismo e outras drogas; no meio urbano e rural; e as discriminações dentro e fora de casa; e o ser menina negra; e a pobreza material; e os direitos humanos; e as religiões; etc.

Em nome da rede FULANAS , assinam, ordem alfabética: Maria das Dores/Durica, Maria Luiza de Carvalho Nunes, Nilma Bentes e Vanessa Silva.